
Estão a revolucionar a educação em Espanha. Quem o garante é o jornal diário El País que aponta o modelo pedagógico dos jesuítas espanhóis como uma mudança radical no paradigma de ensino. Estiveram no Colégios das Caldinhas e prometem uma nova Ratio Studiorom para o século XXI.
Lluís Tarín e Mauro Cavaller, dois dos responsáveis pelo projeto Horizonte 2020, não tem dúvidas. “O atual modelo educativo pertence ao século XX. É preciso uma mudança radical e sistemática em todo o processo educativo. Desde a contração de professores, passando pela gestão até à sala de aula.”
O desafio parece inatingível, mas os responsáveis pelo projeto garantem que o atual modelo educativo está mais próximo da Revolução Industrial, do que da sociedade em rede do século XXI. Apostam numa formação integral do aluno e desenharam uma escola à medida do Projeto Vital de cada aluno. Querem uma escola humanista, evangelizadora, próxima dos educadores e em que o aluno seja o protagonista da educação. Mas as mudanças não ficam por aqui.

O dia-a-dia da sala de aula deu uma volta de 180. Horários, exames e toques de campainha deram lugar a aulas interdisciplinares, horários flexíveis e aprendizagem continua. O aluno está cansado? Para-se a aula. O centro da aprendizagem é o aluno e não o professor. Mas as mudanças continuam. Turmas de 60 alunos com três professores, salas com paredes de vidro e portas abertas. As aulas seguem ao ritmo do aluno.
Embora haja aulas específicas, matemática ou inglês, a maior parte do dia flui sem aulas marcadas e as crianças trabalham de acordo com o seu próprio ritmo. As cores inundam os espaços. Há pufs, jardins, sofás, insufláveis e anfiteatros para apresentação de trabalhos.
Em 2020, os jesuítas contam ter 13 mil alunos dos oitos colégios catalães neste modelo educativo. Atualmente, o projeto piloto conta já com 230 alunos e com 14 professores.
















