
No passado dia 5 de setembro, os educadores da OFICINA lançaram-se numa primeira aventura: uma caminhada pelo Gerês. Atirámos o essencial para uma mochila e partimos em direção a subidas e descidas, planaltos e encostas, tudo calcorreado em sentimento misto de entusiasmo e desafio. Também houve cansaço, mas para ele encontrámos sombras. E o que não me esqueço é da enorme variedade de paisagens.
O grande ensinamento que a caminhada nos traz vem vestido de pergunta: onde paro para apreciar o caminho? Onde me descontraio e ganho balanço? Em que fontes encontro repouso e alimento? Este é o mapa que vale a pena fazer, o das minhas fontes, para que durante todo o ano eu compreenda que chegar é resultado, mas a forma como caminho vai depender do meu descanso.
Caminhar é a grande metáfora da vida. Agora que estamos de volta a casa podíamos pensar que só nos resta trabalhar e estudar, mas isto seria um erro. Estaríamos a perder o importante em cada ano que começa: saborear o que vai acontecendo, tal como o cozinheiro que antes de libertar a refeição para as travessas vai provando para ir apurando o tempero. Saborear… eis o determinante, o contagiante, o que vai despertar o outro, o que o vai libertar para o espanto inesperado que é a vida.
















