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bgreen levou-nos até aos Açores…

Não é apenas uma imagem para ver, um som para ouvir ou um aroma para cheirar. Trata-se de uma questão de sentir, de ter a capacidade de abrir o coração e deixar entrar algo que ficará gravado na história das nossas vidas. Certamente que quem já visitou os Açores sabe ao certo do que se trata, ou não fosse S. Miguel a prova viva de que a beleza do retrato de uma Ilha, a perfeição do bater das ondas nas rochas e o cheiro fresco da terra molhada podem ser irrepreensivelmente convertidos num sentimento: a paixão.

Foram quatro dias vividos no ápice de um segundo, mas que em muito nos mostraram que é impossível visitar esta Ilha sem nos apaixonarmos por ela. Toda a beleza pintada em cada um dos seus pedacinhos, e desde o primeiro dia esperada, fizeram de nós autênticos exploradores, cuja vontade de conhecer mais e mais se mostrou verdadeiramente surpreendente, mesmo que isso significasse caminhar uns longos doze quilómetros por entre as montanhas e cair desastradamente perante a exaustão, com o magnífico objectivo de conhecer a Lagoa do Fogo.

E como se não bastasse, em jeito de cereja no topo do bolo, os momentos seguintes fortaleceram a ideia de que qualquer esforço valeu a pena durante aquela viagem, pois tivemos a oportunidade de visitar lugares capazes de nos transmitir coisas que não se sentem lendo somente as páginas dos mais conceituados livros.

Percebemos, por exemplo, que as Furnas e as piscinas naturais são as mais bonitas e saborosas testemunhas de que natureza e humanidade podem conviver; sentimos a liberdade de um golfinho, mesmo a escassos metros do nosso corpo; mergulhamos no calor da Poça da Dona Beija, apreciando o conforto dos seus 39º C; percorremos uma fábrica de chá, que nos ofereceu uma das muitas relíquias do património da Ilha; ouvimos as histórias contadas na beleza da Lagoa das Sete Cidades; e vivemos na primeira pessoa uma língua portuguesa fortalecida pelo toque próprio de gente que sabe que o que tem vale muito.

Mais uma vez, foi ver para crer, ver para acreditar que, mais do que nunca, espaços como aqueles que visitamos em S. Miguel merecem ser preservados com todo o carinho e amor. Só assim as gerações futuras poderão viver a paixão por este pequeno, mas grandioso tesouro do planeta, apreciando a fauna e flora com a dimensão que têm hoje, tal como nós o fizemos graças ao projecto BGreen.

Todas as paisagens, pessoas e momentos ficarão gravados na nossa memória, e somente a vontade de sentir novamente S. Miguel permanecerá viva para sempre.

Diana Santos
(membro da equipa vencedora do Grande Prémio bgreen // Ecological Film Festival)


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Actualizado em Sábado, 24 Setembro 2011 15:13